O PARQUE DA JUVENTUDE: INSERÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE

 

O objetivo desse trabalho é estudar o Parque da Juventude, analisando seu processo de criação e implantação, o projeto do parque, seus usos e ocupação pela população. Será discutida a importância do parque como polo transformador da paisagem do bairro de Santana e arredores e também sua potencialidade para o desenvolvimento de uma rede de infraestrutura verde sustentável e ligação com a matriz ecológica da Serra da Cantareira. O Parque da Juventude é o parque de recente implantação com maior relevância para a cidade de São Paulo, pois além de ter sido pioneiro ao ocupar a área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, está inserido em área de valioso potencial urbano e ambiental. O parque ficou conhecido por ter sido implantado na área onde funcionava a antiga Penitenciária do Carandiru, reintegrando essa área à cidade e à população do bairro e trazendo um uso pacífico e agradável ao local conhecido por gerar horror e mortes. Esse aspecto foi tão amplamente explorado que outros de grande importância deixaram de ser expostos, como o fato de não terem sido levadas em consideração no projeto as potencialidades ambientais da área tratada. 

INFRAESTRUTURA VERDE PARA O BAIRRO DO MANDAQUI: POSSIBILIDADE OU UTOPIA?

 

Nas grandes cidades do séc. XXI, como São Paulo, que encontram quase que a totalidade de sua população vivendo em centros urbanos e onde os mesmos já não apresentam quase nenhum verde, é muito importante repensar o sistema de implantação de novas áreas verdes, tratando as mesmas não apenas como áreas de recreação e lazer, mas também como elementos estruturadores do espaço urbano, que ofereçam serviços à população e que estejam interligados à rede de infraestrutura convencional da cidade. O conceito de infraestrutura verde visa trabalhar o conceito de recomposição da paisagem urbana, através da conservação, preservação, ampliação e interligação de seus sistemas naturais, que além de oferecer benefícios relacionados à melhoria da qualidade de vida e saúde pública, também possam cooperar com o aperfeiçoamento dos sistemas de funcionamento e manejo urbanos. O Mandaqui foi escolhido como tema de estudo, pois constitui uma região de valor ecológico muito importante para a cidade de São Paulo, localizado nas franjas da Serra da Cantareira e apresentando um caráter único de ocupação e desenvolvimento entre os bairros da Zona Norte da cidade.  

INFRAESTRUTURA VERDE cCOMO INSTRUMENTO DE LEGISLAÇÃO URBANA: UMA ANÁLISE DO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DE SÃO PAULO

Nas ultimas décadas, a população mundial está cada vez mais consciente da magnitude dos problemas ambientais que nosso planeta enfrenta. Já que o Planeta Terra é um sistema de organismos que funcionam como um todo único e o desequilíbrio ecológico de uma região gera efeitos colaterais devastadores, em outra, mesmo que do outro lado do planeta, é necessário criar uma conscientização sobre a importância do pensamento ecossistêmico. Por isso é fundamental que a dinâmica das cidades seja alterada e que os processos de transformação do território sejam fundamentados em princípios ambientais e ecológicos, respeitando a lógica dos ecossistemas que os compõe, através de um novo sistema de projetar que busque soluções inovadoras e sustentáveis e que se apoie em conceitos baseados no desenho ambiental e ecologia da paisagem.

PLANO DE INFRAESTRUTURA VERDE PARA A BACIA DO CÓRREGO PIRES

Evy Hannes e Juliana Freitas

 

Este trabalho utiliza como ponto de partida duas questões relativas às relações entre homem, natureza e cidade. A primeira parte do cenário atual, realidade da maior parte das grandes cidades do mundo, onde a mancha urbana se expande cada vez mais para acomodar as demandas crescentes do êxodo rural e avança sobre os limites das áreas de proteção ambiental, leitos de rios e encostas. A segunda analisa os resultados da primeira e sua relação com o homem que habita esses espaços, relação essa que vem sendo perdida e onde o homem se encontra cada vez mais afastado da natureza e distante da experiência direta com a paisagem e seu simbolismo estético, filosófico, cultural e espiritual. Pretende, através da identificação dos problemas decorrentes da situação descrita anteriormente, usá-los como oportunidade para criar um novo cenário, favorável, com uma nova lógica de ordenação do território onde meio natural e construído convivam em harmonia e a cidade possa atingir um equilíbrio sistêmico, criando as condições necessários para seu desenvolvimento sustentável e resiliência urbana. Esse novo cenário resgata a relação perdida entre homem e meio ambiente e qualifica o espaço como todo, funcionando como estratégia de aumento da qualidade ambiental e urbana e consequente qualidade de vida dos moradores da região.

ESPAÇOS ABERTOS E ESPAÇOS LIVRES: UM ESTUDO DE TIPOLOGIAS

Este trabalho pretende discutir questões relacionadas aos espaços livres urbanos, elencando as tipologias mais presentes ou que mais se adequam à utilização nas escalas do bairro e da cidade. Serão abordadas as tipologias da rua, principal espaço livre presente nas cidades, estruturador e articulador do espaço urbano, canal primeiro de circulação e trocas; o calçadão, que se apresenta como rua exclusiva para pedestres, sendo uma tipologia bastante presente e aceita no Brasil; o woonerf, apresentado como um tipo relativamente novo de espaço livre, ainda não tão presente no país – mas com grande potencial de aplicação, que vem sendo muito trabalhado nas faculdades de arquitetura; o pátio também apresenta interessante característica de espaço, muitas vezes privado, mas com forte potencial de apropriação pública e articulação entre público e privado; a praça, espaço público de encontro por excelência, presente em cidades dos mais variados tamanhos, apresentando modelos tão diversos e, muitas vezes, distantes de seu conceito principal; o pocket parque, o segundo elemento ainda não muito presente nas cidades brasileiras, mas que vem ganhando força como intervenção pontual na cidade de São Paulo, que demonstra o enriquecimento do espaço aberto e grande aceitação e apropriação por parte do público; por último, coloca-se o parque urbano como elemento de caráter natural, com grande potencial de usos ligados a lazer e esportes.

ESPAÇOS ABERTOS E ESPAÇOS LIVRES: UM ESTUDO DE TIPOLOGIAS

Este trabalho pretende discutir questões relacionadas aos espaços livres urbanos, elencando as tipologias mais presentes ou que mais se adequam à utilização nas escalas do bairro e da cidade. Serão abordadas as tipologias da rua, principal espaço livre presente nas cidades, estruturador e articulador do espaço urbano, canal primeiro de circulação e trocas; o calçadão, que se apresenta como rua exclusiva para pedestres, sendo uma tipologia bastante presente e aceita no Brasil; o woonerf, apresentado como um tipo relativamente novo de espaço livre, ainda não tão presente no país – mas com grande potencial de aplicação, que vem sendo muito trabalhado nas faculdades de arquitetura; o pátio também apresenta interessante característica de espaço, muitas vezes privado, mas com forte potencial de apropriação pública e articulação entre público e privado; a praça, espaço público de encontro por excelência, presente em cidades dos mais variados tamanhos, apresentando modelos tão diversos e, muitas vezes, distantes de seu conceito principal; o pocket parque, o segundo elemento ainda não muito presente nas cidades brasileiras, mas que vem ganhando força como intervenção pontual na cidade de São Paulo, que demonstra o enriquecimento do espaço aberto e grande aceitação e apropriação por parte do público; por último, coloca-se o parque urbano como elemento de caráter natural, com grande potencial de usos ligados a lazer e esportes.

DESENHO AMBIENTAL E FORMA URBANA: O CASO DO BAIRRO DE RIVERSIDE

A cidade, palco da vida cotidiana do homem, conforma um dos campos mais complexos e extensamente estudados na arquitetura e urbanismo. Esses estudos atravessam diversos campos de abordagem, passando pela história de sua formação e evolução, tipos de apropriação, desempenho e forma urbana. Dentre os elementos considerados na formação física da cidade, pode-se notar que os de cunho geográfico-natural, não são abordados de forma consistente e o sítio é colocado como componente único e articulador entre natureza e cidade. Fica evidente que ele é entendido, pelos autores que investigam a forma urbana, como produto da articulação das partes formadoras do ambiente natural, como cursos d'água, lagos, oceanos, relevo e vegetação, mas que cada uma dessas partes não é estudada separadamente. Sabe-se que, desde que o homem deixou de ser nômade, criando as bases de assentamento que viriam a formar as cidades, o mesmo passou a intervir sobre os elementos naturais para que esses pudessem ser usados da forma que lhes fosse mais conveniente e desde a fundação dos primeiros povoados, na Mesopotâmia, rios e cursos d'água foram desviados e canalizados para abastecer suas necessidades. Entendemos que essa postura em relação aos elementos naturais, que sempre foram vistos como "terreno a ser trabalhado, modificado e explorado", levou ao cenário que se tem hoje sobre a defasagem do estudo dos componentes naturais na relação à configuração do espaço e forma das cidades.

DESENHO AMBIENTAL E FORMA URBANA: O CASO DO BAIRRO DE RIVERSIDE

A cidade, palco da vida cotidiana do homem, conforma um dos campos mais complexos e extensamente estudados na arquitetura e urbanismo. Esses estudos atravessam diversos campos de abordagem, passando pela história de sua formação e evolução, tipos de apropriação, desempenho e forma urbana. Dentre os elementos considerados na formação física da cidade, pode-se notar que os de cunho geográfico-natural, não são abordados de forma consistente e o sítio é colocado como componente único e articulador entre natureza e cidade. Fica evidente que ele é entendido, pelos autores que investigam a forma urbana, como produto da articulação das partes formadoras do ambiente natural, como cursos d'água, lagos, oceanos, relevo e vegetação, mas que cada uma dessas partes não é estudada separadamente. Sabe-se que, desde que o homem deixou de ser nômade, criando as bases de assentamento que viriam a formar as cidades, o mesmo passou a intervir sobre os elementos naturais para que esses pudessem ser usados da forma que lhes fosse mais conveniente e desde a fundação dos primeiros povoados, na Mesopotâmia, rios e cursos d'água foram desviados e canalizados para abastecer suas necessidades. Entendemos que essa postura em relação aos elementos naturais, que sempre foram vistos como "terreno a ser trabalhado, modificado e explorado", levou ao cenário que se tem hoje sobre a defasagem do estudo dos componentes naturais na relação à configuração do espaço e forma das cidades.

CORREDOR PARQUE DA ÁGUA BRANCA – CANTAREIRA: O POTENCIAL DAS INFRAESTRUTURAS LINEARES NA CRIAÇÃO DE UM SISTEMA DE ÁREAS VERDES

O presente artigo faz uma leitura sobre o desenvolvimento de sistemas de áreas verdes a partir do transporte público e das infraestruturas lineares no eixo da Trilha Norte/ Sul da cidade de São Paulo, entre o Parque da Água Branca e o Parque Estadual Serra da Cantareira. Para isso, foi feito um breve esclarecimento de conceitos e princípios relacionados a mobilidade urbana sustentável e as conexões ecológicas e paisagísticas entre espaços verdes. No que é pertinente ao tema mobilidade urbana sustentável, foram citados conceitos de Jeffrey Tumlin, do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento e de alguns estudos que analisam a utilização de áreas verdes em infraestruturas lineares. Em seguida, no que é pertinente ao tema conexão ecológica e paisagística entre espaços verdes, foram citados consagrados estudiosos dessas áreas, principalmente Jack Ahern e Richard Forman. Por fim, com embasamento, sobretudo nos conceitos desses teóricos e nas teorias de desenho ambiental discutidas durante o laboratório de Desenho Ambiental do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 2016, foram propostas algumas diretrizes de projeto que possibilite uma ligação simples e eficaz do Parque da Água Branca a Serra da Cantareira.